Informações > Perguntas Frequentes

O que é Esgoto?

Esgoto é o termo usado para as águas que, após a utilização humana, apresentam as suas características naturais alteradas. Conforme o uso predominante, comercial, industrial ou doméstico, essas águas apresentarão características diferentes e são genericamente designadas de águas residuais. A devolução do esgoto ao meio ambiente deveria, sempre, ser precedida de um tratamento, seguido do lançamento adequado no corpo receptor que pode ser um rio, um lago ou no mar através de um emissário submarino.

O esgoto pode ser transportado por tubulações, diretamente aos rios, lagos, lagunas ou mares, ou levado às estações de tratamento, e depois de tratado, devolvido aos cursos d'água. Ele contém basicamente matéria orgânica e mineral, em solução e em suspensão, assim como alta quantidade de bactérias e outros organismos patogênicos e não patogênicos, assim como outros produtos que são indevidamente lançados na rede de esgoto.

Como funciona uma Fossa Séptica?

As fossas sépticas são as unidades de tratamento primário do esgoto doméstico, localizadas junto às edificações, e nas quais são feitas a separação e a transformação físico-química da matéria sólida contida no esgoto. Elas são necessárias, pois diminuem o lançamento de dejetos humanos diretamente na natureza (solo, rios, lagos) ou na rede de coleta pública, ajudando assim no combate a doenças, verminoses e endemias. Ela consiste de um tanque enterrado (que pode ser construído no local ou comprado pré-fabricado), que recebe o esgoto (dos vasos sanitários, bidês, chuveiros, ralos, tanques, etc...), retém a sua parte sólida e inicia o processo biológico de purificação da parte líquida.

O esgoto in natura da residência é lançado na fossa para que, com um menor fluxo de água, a sua parte sólida possa se depositar, liberando a parte líquida. Uma vez que o esgoto entra na fossa séptica, bactérias anaeróbicas (isto é, que vivem na ausência do oxigênio) agem sobre a parte sólida, decompondo-a. Esta decomposição, chamada anaeróbica, é importante, pois diminui a quantidade de matéria orgânica do esgoto, uma vez que a fossa pode remover cerca de 40% da demanda biológica de oxigênio do esgoto. Assim, ele pode ser lançado na natureza causando menos prejuízos à mesma.

Por que Terceirizar o Tratamento do Efluente Industrial?

Com o objetivo de assegurar a conservação dos ecossistemas, o Brasil possui uma legislação que regula o descarte de efluentes sobre os corpos d'água, limitando a carga poluidora lançada pelas indústrias. Em virtude disso, o gerenciamento da questão ambiental tem se tornado uma preocupação constante das empresas nos dias atuais, que necessitam proceder o tratamento dos seus efluentes antes de lançá-los nos meios hídricos. Uma das alternativas de maior confiabilidade é a terceirização do tratamento do efluente, que fica sob inteira responsabilidade da empresa contratada, que procederá o tratamento em sua estação própria, dentro dos parâmetros tecnológicos e legais apropriados, garantindo a segurança operacional do processo.

Assim, a indústria geradora do efluente, ao delegar o tratamento para uma empresa especializada na atividade, obtém uma solução imediata para seu passivo ambiental, repassando a responsabilidade sobre todo seu efluente gerado. A terceirização do tratamento também é mais viável em termos técnicos e econômicos, pois, independentemente de seu porte e ramo de atividade, ela poderá focar seu capital econômico e humano apenas na sua atividade fim.

Como utilizar o lodo do tratamento de esgotos como fertilizante?

Na busca de transformar um problema ambiental em benefício social, o resíduo da estação de tratamento de efluentes pode ser utilizado como fertilizante na agricultura. Esta prática é uma tendência mundial, utilizada em muitos países, sendo ainda de uso restrito no Brasil. Segundo informações da Embrapa (Cerrados-DF) o uso do lodo de esgoto tratado na agricultura pode ser uma opção econômica para produtores, pois ele é um insumo de baixo custo. Aplicado como fertilizante, o resíduo orgânico reciclado é rico em nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio, que são essenciais para o cultivo das lavouras. Pesquisadores da Embrapa já relatam experimentos, desde 2001, nos quais o lodo substituiu o fertilizante mineral em lavouras de grãos com bons índices de produtividade e redução de custos.

Para ser utilizado na agricultura, o lodo deve estar em conformidade com a legislação do Conama, o que dá garantia ao produtor de um fertilizante barato e seguro. Os produtores interessados em utilizar o lodo na sua propriedade devem, por lei, apresentar um projeto agronômico assinado por engenheiro agrônomo à Fepam, que fornecerá orientações sobre o manejo do lodo como fertilizante, de modo a garantir a saúde do ser humano e evitar danos ao meio ambiente. Para maiores informações, consulte o site da Embrapa Meio Ambiente: www.cnpma.embrapa.br

Desenvolvido pelo Cientista da Web